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#1 Blog Café da Tarde: Dúvidas Sobre Alfabetização.

Imbuídos na saudade daquele bate-papo que sempre tivemos, da nossa troca de experiências, daquele cheirinho de café passado na escola, surgiu a ideia do Blog Café da Tarde: um espaço para tirar dúvidas, saber dicas, partilhar das angústias e alegrias das quais passamos nesta trajetória escolar dos nossos maiores tesouros.

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Agora pega o teu cafezinho e confere nossa grande estreia com as professoras do Primeiro Ano Nathalia Ribeiro, Fabiane Barcelos sanando algumas dúvidas frequentes sobre a fase da alfabetização. Acompanhadas da professora Patrícia Basseti responsável pelo Laboratório de Aprendizagem.

Quando pensamos em alfabetização inúmeras dúvidas vão surgindo. Pensando nisso e nas questões mais relevantes que envolvem o universo da leitura e da escrita, fizemos uma lista de perguntas e respostas baseadas nas dúvidas mais frequentes dos pais durante esse processo de aprendizagem. Estar alfabetizado vai muito além de conhecer as letras do alfabeto, palavras e frases. De nada adianta decorar o alfabeto, escrever essas palavras e frases, sem pensar nos diversos contextos sociais em que serão utilizados. Nesse sentido, precisamos conhecer um pouco sobre a alfabetização e sobre o letramento. A alfabetização, basicamente, envolve o sistema de escrita alfabética. Esse sistema de escrita compõe a nossa língua materna. Já o letramento envolve o uso desse sistema de escrita alfabética em diferentes contextos. E ele está presente em todos os lugares: nos jornais, nos livros, nas redes sociais, nas receitas culinárias, nas bulas de remédios, nos rótulos, nas placas, entre tantos outros meios de comunicação que fazem uso da escrita.

Por que utilizar a consciência fonêmica na alfabetização?

A consciência fonêmica leva a criança a conhecer os sons das letras. Trabalhar a consciência fonêmica, presente no método fônico, facilita a aprendizagem do aluno na alfabetização, pois faz com que a criança compreenda os sons das letras ao formar palavras, ao invés de decorar sem compreensão. A utilização desse método faz com que o aluno tenha consciência e confiança na hora de realizar a escrita, pois ele irá (antes de escrever) pensar no som que virá na escrita daquela palavra. Isso faz com que a criança se alfabetize com maior facilidade. Ela associa o som com a fala, assim lê e escreve de maneira autônoma e significativa. A criança aprende o nome da letra, seu som e como mexer a boca ao pronunciar a letra. Ao entender que as letras representam os sons, posteriormente durante a alfabetização, a criança compreende que algumas letras têm sons parecidos, mas ela já consegue diferenciá-los na hora de escrever, tais como: P, B, F, V, T, D.

Por que não usar a ordem alfabética?

Quando a criança inicia o processo de aprendizagem da leitura e da escrita, ela precisa compreender que utilizamos letras para escrever as palavras, e não números ou desenhos. As letras do alfabeto representam o sistema de escrita alfabética e elas são a menor unidade linguística que formam as palavras. Aprender o alfabeto é fundamental para aprender a ler e a escrever. Mas como ensinar o alfabeto? Meu filho precisa saber a ordem alfabética? Com certeza é de extrema importância que o aluno conheça e identifique as letras do alfabeto e sua ordem. Porém, ficar “preso” nesta ordem não contribui com a leitura e a escrita. Por exemplo: sabemos que o alfabeto inicia com ABCD, certo? Sim. Agora, vamos pensar juntos: eu consigo escrever palavras usando somente essas quatro letras? Não. Para escrevermos palavras precisamos usar diferentes letras em diferentes ordens em uma palavra. Sendo assim, foi possível perceber que a criança precisa sim reconhecer a ordem do alfabeto, mas isso não é um requisito para a criança aprender a ler e a escrever. Por isso, na escola ensinamos o uso do alfabeto de formas distintas, sem nos prendermos na ordem em que as letras do alfabeto foram criadas. O ensino das letras inicia com as vogais que estão presentes em todas as palavras e depois parte para o ensino das letras mais fáceis, como L, V e P, deixando as consoantes de maior complexidade para depois. Alguns exemplos de uso da ordem alfabética: chamada da turma, dicionário, lista telefônica, etc.

É comum as crianças escreverem as letras ao contrário na alfabetização?

Sim. Escrever as letras espelhadas ou “viradas” é comum durante o início da alfabetização. Neste período a criança está em processo de construção da escrita, aprendendo noções espaciais, está desenvolvendo sua motricidade, aprendendo o traçado das letras. Ela está em processo de aprendizagem, por isso em alguns momentos ela acaba escrevendo as letras de forma espelhada. Um exemplo simples é: se pegarmos uma caixa e virarmos ela para o lado esquerdo, para o lado direito, para cima, para baixo, ela continua sendo uma caixa, certo? Independente da posição, a caixa continua sendo uma caixa. Porém, com as letras não ocorre da mesma forma. Se pensarmos na letra “b” e virarmos ela para baixo, ela se transforma na letra “p”, se virarmos ela para o outro lado, ela se transforma na letra “q”. Quando a criança percebe isso, ela não escreve mais as letras espelhadas. As letras possuem uma representação gráfica específica e mudam o sentido se forem escritas de outra forma.

Como ajudar meu filho a se concentrar?

Até mesmo na escola, nem sempre foi fácil prender a atenção dos alunos. Neste momento de ensino remoto é ainda mais desafiador. É preciso ter organização. Ter uma rotina diária organizada, com momentos de estudo e momentos de lazer. Os jogos e as brincadeiras, por exemplo, exigem a criação de estratégias, observação de regras, desenvolvem a lógica e diversas habilidades, além de exercitarem a calma e a atenção. Momentos de leitura oral também auxiliam no foco, na imaginação e na criatividade. Outras práticas como jogos de adivinhação, jogo da memória, brincadeiras de faz de conta e práticas manuais favorecem o desenvolvimento da criança, desenvolvendo as habilidades de concentração.

Meu filho escreve bem, mas ainda apresenta trocas de letras, como por exemplo: “palhasso” no lugar de palhaço.

A ortografia é uma questão presente ao longo de todo o período escolar. O ensino da ortografia deve ocorrer de forma gradual. A língua portuguesa é bastante complexa. Através da ortografia aprendemos as regularidades e irregularidades do nosso idioma. Como sabemos, a alfabetização ocorre, basicamente, do primeiro ao terceiro ano do Ensino Fundamental. Em cada uma dessas etapas são definidas metas e objetivos de acordo com cada ano escolar. As crianças que estão começando a ler e a escrever escrevem várias palavras com “erros ortográficos”. E é nesse momento que ficamos em dúvida sobre como devemos corrigir essas palavras que estão escritas “erradas”. No 1° ano é normal a criança escrever PALHASSO ao invés de PALHAÇO; CAXORRO ao invés de CACHORRO; CHÍCARA ao invés de XÍCARA. Isso ocorre porque nessa etapa da alfabetização a criança está aprendendo a relação entre letras e sons. De forma sistemática e gradativa, a ortografia vai sendo trabalhada com as turmas de 1° ano ao longo do ano letivo. Os erros mais comuns e as trocas de letras mais comuns são vistos como propostas de reflexão e análise de hipóteses para desenvolver um trabalho mais específico com a turma. As regras gramaticais e ortográficas cabem aos demais anos escolares, quando a criança já está alfabetizada de fato.

Existe uma idade certa para alfabetizar?

A alfabetização ocorre, basicamente, até o terceiro ano do Ensino Fundamental e vai se consolidando nas demais etapas de ensino. A idade certa é algo bastante pertinente e gera muitas dúvidas nas famílias. Frases como “Meu filho tem 6 anos e não sabe ler” ou então “Meu filho tem 5 anos e já sabe todas as letras do alfabeto” são muito comuns. A alfabetização é um processo contínuo e ela não “termina” no final do 1º ano. As crianças aprendem e se transformam o tempo todo. Elas passam por diferentes experiências que desenvolvem diferentes habilidades nas diversas áreas do conhecimento e que, estão ligadas, de alguma forma, à aprendizagem da leitura e da escrita. Algumas crianças têm maior facilidade, outras precisam de um tempo maior para consolidar os conceitos de aprender a ler e a escrever. E isso é normal. É normal aprender em tempos diferentes, em contextos diferentes. A questão da “idade certa” está relacionada à idade obrigatória do ingresso no 1° ano na escola e isso causa uma preocupação equivocada. A alfabetização é um processo que se inicia muito cedo, quando a criança tem acesso à cultura escrita. Na Educação Infantil, se propicia condições para compreender a função e a existência da escrita. Mas a alfabetização, se intensifica dos 5 aos 7 anos. Sendo que o aluno que é estimulado, tem mais facilidade em aprender.

Meu filho participa de todas as aulas, precisa ler em seu tempo livre?

Com certeza! A partir do momento em que a criança aprende a ler e a escrever e que percebe que a leitura e a escrita fazem parte de uma questão social, onde ela precisa disso para praticamente tudo, ela passa a enxergar como algo espontâneo, natural. Quando falamos em ler no tempo livre, não significa que essa criança precisa sentar e ler um ou dois livros. Significa que ela pode ler qualquer coisa: uma notícia interessante na internet, o guia de canais da televisão, a lista de filmes que quer assistir, a receita de um bolo que quer ajudar a mãe a fazer, as instruções de um jogo, etc. Tudo isso faz parte da leitura. Esse conceito equivocado de que ler no tempo livre significa ler um livro por dia, precisa ser desmistificado. Obviamente que ler livros, descobrir coisas novas, desafiar a imaginação, são coisas encantadoras, que ampliam o universo vocabular e desenvolvem a fluência da leitura. Aos poucos, o hábito de ler deve fazer parte do cotidiano da criança. E isso vai muito além de fazer todas as tarefas da escola. A leitura deve ser uma coisa prazerosa para a criança. E ela precisa ser estimulada dentro e fora da escola. Ter um momento de leitura em casa é essencial, para a criança criar o hábito e ter o gosto de ler. Isso trará grandes benefícios a ela, como escrever bem e aumentar seu vocabulário. Também, esses momentos de leitura trazem aproximação da família, sendo um momento de prazer, alegria, de brincadeira, tendo um maior contato afetivo. A leitura deve fazer parte da rotina das famílias.

Qual a importância de realizar e participar com afinco das atividades e projetos desenvolvidos?

Participar das atividades e dos projetos desenvolvidos é importante para o crescimento e amadurecimento da criança. Ela passa a ter responsabilidade individual e coletiva sabendo que tem as tarefas solicitadas pela escola e que precisa fazê-las. Essas atividades feitas em casa servem para fixar o que foi trabalhado em sala de aula, é um complemento do trabalho feito na escola. A criança fixa e reforça os conteúdos, desenvolvendo a autonomia ao realizar as atividades em casa. O incentivo da família nesse processo é de extrema importância e permanece por toda vida escolar da criança.

Quando a criança inicia o seu aprendizado de noções matemáticas?

A matemática é fundamental em nossas vidas. E desde sempre ela está presente na vida das crianças. Desde a Educação Infantil, as noções matemáticas fazem parte do cotidiano da criança, onde ela aprende brincando, aprende através do lúdico. Seja brincando, seja manipulando objetos, seja apenas caminhando e contando os passos; a criança aprende matemática quando começa a explorar o mundo. E isso é um processo natural, espontâneo. Quando ela inicia no primeiro ano do Ensino Fundamental, vai aprimorando as noções matemáticas, conhecendo alguns “nomes” e alguns conceitos matemáticos. Nesta etapa de ensino, o período de alfabetização, são reforçadas essas noções e inicia-se de forma mais concreta a aprendizagem da matemática, onde o aluno aprende: os números e suas respectivas quantidades, adição e subtração, problemas matemáticos, conhece algumas noções de grandezas e medidas (como medidas de tempo, de comprimento e de massa). Conhece gráficos e tabelas, aprendendo a interpretá-los, além de aprender a localização no espaço, lateralidade e formas geométricas presentes em objetos do nosso cotidiano.

Em tempos de ensino remoto, que atividades meu filho pode fazer sozinho e no que devo ajudar?

Como dito anteriormente, a participação e o apoio da família são muito importantes para o desenvolvimento da criança. O desempenho melhora quando os pais acompanham seus filhos na vida escolar. Esse acompanhamento se dá ao ver o caderno, ao conferir as atividades feitas, perguntando como foi na escola e no que tiveram dúvidas ou não souberam fazer; não fazendo as atividades por eles. A criança está no processo de aprendizagem, construindo sua autonomia, por isso é muito importante que ela faça suas tarefas escolares sozinha. Os pais podem auxiliar, mas não devem fazer ou dar a resposta pronta para a criança. Eles precisam dar o suporte necessário na realização das atividades, fornecendo as ferramentas necessárias, mas devem deixar a criança criar suas hipóteses para o desenvolvimento. É preciso compreender que a vida escolar é da criança e não dos pais. O comprometimento, a responsabilidade e a ajuda na organização devem estar sempre presente, lembrando que o erro faz parte do processo de aprendizagem.

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Uma ótima escola, ótimos funcionários e de muitas qualidades. Parabéns a equipe da Mara e Flavia adoro muito vocês!

Shaiane Machado

Nova Geração
2017-03-13T11:54:16+00:00

Shaiane Machado

Ótima Uma ótima escola, ótimos funcionários e de muitas qualidades. Parabéns a equipe da Mara e Flavia adoro muito vocês! Shaiane Machado Nova Geração 2017-03-13T11:54:16+00:00 Shaiane Machado Uma ótima escola, ótimos funcionários e de muitas qualidades. Parabéns a equipe da Mara e Flavia adoro muito 
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